quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Sensual

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Devorava-me à distância.

"Anna caminhava silenciosamente atrás de mim. Sentia que afagava meu corpo com os olhos.Devorava-me à distância."

Anna me recebia a porta de sua casa. A família comemorava o aniversário de André, seu irmão, com um almoço pouco formal nos jardins da casa. Conhecemo-nos em São Paulo por amigos em comum. Anna é alta, corpo curvilíneo de seios médios a pele dourada, os olhos apertados, a boca saliente e cabelos loiros. O irmão, mais baixo, cabelos avermelhados, amarrados na nuca. O corpo, pouco atlético, encharcado de cervejas e cigarros. Barriga pontuda, pêlos espalhados pelo corpo.

“Eu usava um vestido leve, florido, aberto nas costas”. Anna me abraçou devagar, deslizando as mãos por minhas costas. Os bicos dos meus seios imediatamente enrijeceram. A calcinha já era molhada quando percebi que seus mamilos também estavam rijos.

Entramos. Anna caminhava silenciosamente atrás de mim. Sentia que afagava meu corpo com os olhos. Devorava-me à distância. Ela parecia tomado por alguma febre, uma abstinência de carne feminina. Observava meu sexo, as mãos discretas escorregavam entre minhas pernas... Lasciva e perversa. Eu era deliciosamente excitada por mãos tão hábeis e agitadas. E a tarde seguia embebida por aquela sacanagem velada, gostosa e delirante.

Uma cerveja, duas, três. A família relembrava o passado. A avó cochilava no sofá da sala. O papai fuzilava olhares em minha direção e, por vezes, André se aproximava inexpressivo.

A brincadeira esquentava. Na verdade, ela já queimava em meio ao meu sexo. A certa altura, Anna se aproximou: “Deixa eu te mostrar a sauna”, e me tomou pelas mãos, arrastando-me até ela, caminhamos pelo imenso jardim. Meu corpo obedeceu prontamente. A sala de azulejos úmidos era pouco iluminada. Sentei-me e abri as pernas, insinuando o quanto desejava sua boca. Ela apenas observava, sem me tocar. Levantou o meu vestido. De leve. Eu só queria ser acariciada, quando de repente “do riso fez-se o pranto”. Anna começou a balançar a cabeça negativamente. Emudeci, sem compreender o que se passava quando ela lançou: “Desculpa, meu irmão gosta de você”.

O álcool dançava no meu corpo. “Dane-se!”, falei enquanto a tomava pela cintura. O proibido nos dava ainda mais tesão. No entanto, sua consciência venceu: “Vou chamar o meu irmão”. Mais uma vez, não entendi. Minutos depois, surgia André em meio ao vapor. “Quem não tem cão caça com gato”, pensei, enquanto era afagada pelo irmãozinho. Ele não era tão quente quanto a irmã Anna. Dei uma “broxada”: “Estou com calor. Vamos sair?”, sugeri.

Anna nos esperava a frente da varanda. Os parentes do rapaz fuzilaram o par que saía molhado da sauna. O pai fazia comentários machistas com os amigos, do tipo: “Meu filho é foda!”. Eu ria por dentro. “Como os homens são babacas”, pensava.

Anna agora me observava com mais volúpia. Estava sentada num sofá de vime, ao lado de André, quando ela se aproximou. Foi chegando devagar. Meus olhos o perceberam enquanto beijava seu irmão. Agaichou-se ao meu lado e pude ver que ela estava sem calcinhas e começou a acariciar minhas pernas, enquanto André me devorava a boca.


Eu me sentia canalha. Minutos antes, André chorava seu amor pelos animais. Tão bucólico. E eu tão piranha e gulosa. Estava ficando perigoso. Qualquer distração de André, e Anna acariciava meus seios, passeava os dedos por minha xoxota me levando as nuvens de tesão.

Foi quando alguns convidados iam embora, e André foi acompanhá-los até a porta. Ficamos a sós. Ela me arremessou atrás de uma porta, afastou minha calcinha e... Sua mãe adentrou o recinto. Mal estar...

“É melhor ela ir embora”, falou a pálida mãe estraga prazeres. Fui embora sem explicações ou novas promessas de encontro. Cheguei até a rever os irmãos algumas vezes. Ambos me olhavam com um sorriso sacana nos lábios, com olhos de gula. Tempos depois, soube que fizeram aquilo combinados. Cúmplices. Fui um pedaço de carne para os pervertidos, que, infelizmente, não puderam me devorar."

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

ERA UMA TARDE QUENTE




Ahh... Uff...

O suor escorria em minhas costas e a blusa branca colava no meu corpo.
Enquanto caminhava, ficava sonhando com água – algo como uma piscina ou banheira com muita água fria para poder refrescar as idéias.
Pausa para um refresco num cyber café conhecido.
Entre um gole e outro num suco de laranja, aproveitei para dar uma atualizada nos e-mails e conferir as últimas dos principais jornais eletrônicos.
Foi quando me dei conta que havia um programa de comunicação aberto. Coisa de alguém ter deixado ligado sem querer.
Ficava aquele pisca-pisca na tela “gritando” o nome Paulo.
Sem pensar, tomei partido de dispensá-lo:
- Amigo, aqui é a Alexandra. Você não me conhece e eu nem sei com quem você estava conversando antes, mas agora sou eu que estou aqui e isso tá me incomodando. Tchau, adeus...Basta!
Nenhuma resposta.
Continuei minha navegação, dessa vez em paz.
- Ei!!!... a senhorita está sozinha aí?
Pronto! Perturbação da paz novamente.

Mas entrei na onda e resolvi dar pano para a manga.
- Estou sozinha sim ... e sem nada!
- Moça, você só pode estar mentindo. Como poderia estar nua em plena Avenida Norte?
Ops!!!
- Quem é você?
- O loiro a sua direita (rsrsrs).
- Hum...gostei da sua camisa cor salmão.
- E eu da renda lilás da sua calcinha.
- (risos) calor aqui, não acha?
- Engraçado. Estava agora mesmo pensando em fazer uma sauna.
- Sauna? Você é louco? Gosta de sofrer ou sofre de alguma doença incurável? (risos). Tá o maior calor! Estava esperando um convite para um mergulho.
- Porque não?! Topa?
- Porque não?! (risos) Aproveitar o sol e pegar uma corzinha!
- Com certeza... assim eu aproveito a situação para ficar mais um tempo perto da loira mais linda que eu conheci na vida.
Papo vai, papo vem sentamos na mesa, tomamos mais um chá gelado e partimos para a casa dele.
No caminho, fui sondando: loiro, 1,80, divorciado, industrial, descendente de franceses, gourmet, poliglota, educado e romântico. Enfim, a perfeição.
Chegamos num lugar maravilhoso, cheio de palmeiras contornando uma subida íngreme que era somente a entrada do paraíso.
Porque o verdadeiro paraíso era aquela casa gigantesca e eu lá para aproveitar de graça tudo aquilo.
Fiquei por horas girando e vendo tudo impressionada.
- Vamos tirar um pouco dessa roupa, mocinha?
- Bom, depende! Só se começarmos no ofurô.
Acariciando meus ombros e beijando meu pescoço, Paulo tirava lentamente minha blusa e escorregava a ponta dos dedos no meio de minhas costas.
Semi nua, eu o abracei e comecei a tocá-lo com a mesma paciência. Pude sentir a palpitação acelerada do desejo na dobrinha da sua virilha, enquanto falava baixinho alguns mimos para deixá-lo mais a vontade.
Entramos no ofurô e Paulo me puxou para perto dele ferozmente.
Amarrou meus braços com uma fita larga de seda vermelha em algumas alças que enfeitavam aquele cenário e prometeu soltar-me somente depois que eu chegasse quatro vezes ao orgasmo.
A partir de então, apaixonei-me por aquela figura de pele clarinha e imprevisível.
E assim começou a provocação – Paulo brincava com meu corpo como se eu fosse uma bonequinha de porcelana.
Sentia meu gosto, elogiava meu cheiro e a cada curva que ele descobria eu ganhava uma mordida.
Nunca me senti tão desejada.
Ele puxava meus cabelos para trás e a partir do pescoço, acariciava meus seios com toda sua língua.
Não feliz com meu terceiro orgasmo e meio, ele saiu da água e voltou com um balde de gelo:
- Muito calor ainda, minha deusa? Eu te quero mais fresca!
Jogou todo aquele gelo na água e o esfregava entre meus dedos do pé, chupando-os um a um.
E quando já não agüentava mais, ele me desamarrou para irmos para uma cama redonda com lençóis de cetim branco.
E ali ficamos, nus e abraçados durante algumas horas a jogar conversa fora e terminar de descobrir alguns segredos dos nossos corpos que possam ter passado despercebido por causa da água.
Não conseguíamos mais nos vestir – Paulo fazia desenhos imaginários com seus dedos nos meus seios
alternando com beijinhos doces.
E o dia terminou com um brinde de um champanhe gelado que bebemos um na barriga do outro como desculpa para começar tudo de novo...

E continuamos até hoje essa aventura. Nos casamos e estamos muito felizes.


quarta-feira, 19 de agosto de 2009

DESPEDIDA de SOLTEIRO

"Fui escolhida pela minha melhor amiga para

satisfazer as fantasias de seu futuro marido"


Era uma terça-feira, dessas que nunca terminam, quando o telefone na minha mesa tocou no fim do expediente. A telefonista anunciou a pessoa e perguntou se podia passar. Era Lara, minha melhor amiga desde a infância. Disse que sim e ela já foi dizendo: "Preciso conversar com você urgentemente! Venha me encontrar no bar da turma quando sair do trabalho!".


Ela ia se casar no sábado e, como eu seria a madrinha, imaginei que era algo relacionado à cerimônia. Quando cheguei ao bar, ela estava bebendo. Nos abraçamos e notei um certo nervosismo no riso dela.

"Tudo bem?", perguntei. "Mais ou menos", ela falou, meio sem jeito. "Lembra da despedida de solteiro que íamos fazer?"

Claro que lembrava. Ia ser na sexta, com toda a turma, num bar de strippers, com Lara e Fábio juntos.

"Pois é, o Fábio não quer mais. Disse que quer uma despedida de solteiro tradicional. Quer dar a última trepada fora do casamento".

Fiquei vermelha. Aquele canalha. Eu sabia que ele não prestava! Sempre disse para Lara abrir o olho.

"Mas e aí, Lara? Você aceitou?".

"Sim", ela respondeu, para minha total surpresa. "E eu vou assistir. Nós havíamos pensado em chamar uma puta, mas ia ser muito frio. Por isso pensamos em chamar você".

Engasguei com o suco que tomava: "Vocês enlouqueceram. Eu não vou fazer parte dessa sandice." Lara me puxou as mãos e começou a chorar. Disse que não suportaria ver Fábio com outra mulher e, que se tivesse que ser, tinha que ser comigo, a única pessoa em quem ela confiava.

"Por favor, por favor", implorava minha amiga
em lágrimas. Não tive como recusar. Ficou combinado então que iríamos na sexta, dia que chegou num piscar de olhos, para meu pavor.

Passei o dia num misto de excitação e terror. Quando fui me arrumar, tomei um banho demorado, me perfumei com uma fragância bem sensual, botei salto alto, uma calcinha preta bem cavada e um vestido colado. "Pareço uma puta", pensei me olhando no espelho. Mas aquele era meu papel: ser a puta de Fábio. Os dois vieram me buscar no carro dele. Fomos para um bar bem reservado e pegamos uma mesa escondida. Bebemos muito e eu me senti um pouco mais à vontade. Fábio dava longos beijos em Lara, botando a mão na minha coxa ao mesmo tempo. Minha cabeça rodava de tesão e de tanta bebida. Então, Fábio chamou o garçom e disse que tínhamos de ir.

Fomos para o motel. Fábio pediu a melhor suíte. Era uma maravilha mesmo: uma piscina com casacata, pista de dança, sauna e, no segundo andar, uma cama enorme, cheia de espelhos por todos os lados. Fábio e Lara começaram a se amassar, sem tirar a roupa. Eu, totalmente ignorada, me sentei no sofá e comecei a imaginar que ia só observar. Comecei a repará-los. Eles eram um casal bonito. Ela, loira, de cabelos cacheados, um corpo bem feito, toda redondinha. Ele, 1.87m, cabelos pretos lisos, músculos definidos, um bumbum gostoso dentro de uma calça justa. Torci para eles começarem a transar, estava ficando excitadíssima. Mas, para minha surpresa, eles se soltaram e Fábio veio na minha direção enquanto Lara ligava a música na pista de dança.

Fábio me puxou para dançar. Bem colados um no outro, ele beijava meu pescoço e sussurava que eu era muito gostosa, que sempre tivera tesão em mim. Pelo volume da calça dele, seu pau devia ser enorme e senti vontade de sentar naquele cacete que de tão duro me machucava. Ele abriu o zíper do meu vestido, que caiu. Fiquei só de calcinha e salto alto, os bicos dos seios duros de tesão. Comecei a tirar a roupa dele, deixando-o só de cueca.

Olhei em direção de Lara, com um pouco de pena da minha amiga, mas me surpreendi quando dei de cara com ela só de calcinha, masturbando-se discretamente.

Larguei Fábio e fui até Lara, puxando-a para mim. Nos abraçamos e começamos a nos beijar loucamente, esfregando nossos seios. Fábio, incrédulo, tirou a cueca e me agarrou por trás. Senti aquele pau enorme se esfregando na minha bunda. Lara se dirigiu para a cama no segundo andar e fomos atrás.



Caí de boca naquela xoxotinha linda, toda molhada. Fábio, aproveitando minha posição, enfiou seu pau em mim por trás. Comecei a chupar Lara freneticamente, que agora urrava de prazer. Fábio passou a enfiar seu pau mais rápido em mim também. Gozamos quase os três ao mesmo tempo.

Ficamos deitados um tempo, em silêncio, abraçados. Mas logo Lara foi para cima de Fábio, chupando seu pau, que ficou duro
em segundos. Lara sentou-se nele, cavalgando-o. Comecei a chupar os peitos dela, morta de tesão. Fábio disse que queria nos ver fazendo um 69 e na mesma hora atendemos seu pedido. Lara ficou por cima e ele enfiou a vara nela enquanto nos chupávamos.

Lara pediu para Fábio bater na bunda dela enquanto eu a xingava. "Cadela, puta, égua no cio", eu gritava, louca de tesão. A mão de Fábio estalava no rabo de Lara, que gemia e pedia mais. Ela gozou e caiu na cama. Fábio veio para cima de mim, enfiando seu pau sem dó, me rasgando. Seu cacete entrava e saía da minha boceta molhada, uma pau tão grosso que me preenchia toda. Quando eu achava que ia gozar, ele me virou bruscamente e disse que ia comer meu rabo. "E se disser que não, te bato na cara". Resolvi então dizer não, recebendo um violento tapa.

Aquilo me deixou maluca. disse não várias vezes, sentindo o rosto arder. "Lara", ele gritou, "Deixa o rabo dela bem molhado para mim". Lara me virou novamente e começou a chupar meu ânus. Que delícia, pequenos arrepios me subiam pela espinha. Fechei os olhos e de repente Fábio enfiou seu cacete no meu rabo encharcado com a saliva de Lara. Dor e tesão me fizeram gozar em minutos e logo eu sentia a porra de Fábio escorrendo pela minha bunda.

Exaustos, deitamos e dormimos até de madrugada. No dia seguinte, no casamento, tudo correu normal. Eu olhava aqueles dois, lindos em suas roupas e me perguntava quando aquela sacanagem a três iria acontecer novamente...

terça-feira, 18 de agosto de 2009

“Cunhado não é parente”



Estudiosa que sou do comportamento humano, ainda não consegui determinar quais os fatores que influenciam e criam esta estranha atração pelo cunhado ou cunhada. Sei que é comum e freqüente, por mais escondida que esteja esta tara. No meu caso, foi mais curiosidade que atração. A propaganda que minha irmã mais velha faz ajudou também. Hélio se casou já com seus 38 anos bem vividos, diz ele. Puteiro e é um verdadeiro vida torta. Gosta de uma farra e de tudo que é e que pode vir a ser ou até mesmo parecer sacanagem. Confidências, sempre minha irmã as tem para contar. Ele espionando a vizinha exibicionista do apartamento ao lado, se masturbando. Agarrado com a filha de um cliente. Chegando em casa às 3:00hs da madrugada, com um toquinho de vela; dizendo que estava na procissão. Mas, é muito boa gente. Cativa a todos com seu jeito e realmente alegra o ambiente. Certa noite, meu marido e ele assistiam um jogo aqui em casa. Eu estava com meu filho de seis anos na mesa de jantar, vendo os trabalhos da escolinha. Seu olhar constante em minhas pernas não foi percebido pelo meu marido, que se sentara de lado, em frente à televisão. Hélio estava bem de frente, mais interessado em mim e nos salgadinhos que no jogo. Fingi estar distraída e não ter percebido; provoquei bastante, mostrando as pernas e a calcinha branca. Ele estava inquieto e nervoso, verdadeiramente transtornado. Quando meu filho dormiu, fui tomar banho no banheiro social, alegando que o da suite estava frio. Deixei a calcinha em cima do cesto de roupas sujas na certeza de que meu cunhado iria usar o banheiro depois. Saí só de roupão, um pouco acima dos joelhos, tecido tipo toalha. A intenção era provocar mesmo, para ver a reação dele. Preparei mais um pouco de tira-gosto, reabasteci as bebidas, me inclinando para colocar na mesinha de centro. Meus seios ficaram balançando em sua frente, parou a frase meio engasgado, fechando os olhos, aspirou pela boca e leve balançar de cabeça. Fechei o roupão com um sorriso maroto; me sentei sobre as pernas na mesa de jantar. Deve ter visto os cabelos pretos, contrastando com minha pele e roupão brancos. Pediu para ir ao banheiro, passando por mim com um volume avantajado debaixo da bermuda. Quem se espantou agora fui eu. Demorou tempo demais para um xixi. Imaginei o que estaria fazendo. Saiu meio sem graça, transpirando como se tivesse saído de uma sauna. Logo se foi, o jogo acabara. Meu marido foi tomar um banho, corri curiosa para o banheiro social. Achei a calcinha dentro do cesto, toda lambuzada de esperma, quase secando. Isso me excitou demais. Quando meu marido saiu do banho, estava a sua espera, de calcinha branca, eufórica, ansiosa, pensando no meu cunhado se masturbando, querendo contar, querendo que meu marido percebesse o esperma na calcinha. A única coisa que notou foi meu fogo, disse que estava sensual e gostosa. Lógico, pensava nele! Dias e meses se passaram, várias vezes nos encontramos. Nada havia a ser dito, nós dois de tudo sabíamos. A oportunidade surgiu no final do ano passado. Minha irmã saiu de férias com seus filhos, ele não pôde ir, tem uma loja de presentes. Oferecemos para que jantasse aqui em casa. Afinal, era quase parente. Entre o Natal e Ano Novo, meu marido teve que viajar a negócios. Sorte nossa, azar dele. Deixei meu filho na casa de minha mãe. Nove horas que não chegavam. Nem banho tomou; perguntou pelo sobrinho, disse que não estava. “Sabia, sua sacana!”, me abraçando. “Você não me engana com este ar de santinha”. Minhas roupas mais provocantes foram sendo tiradas entre abraços e beijos. Para que reagir? Era o que estava esperando há meses. Faces vermelhas, quase não me continha. Puteiro que era, como puta me tratou. No sofá da sala, explorou o meu corpo histérico, com as mãos, boca, dedos e língua. Me deixou gozar sozinha. No chão do corredor, nos chupamos num gostoso 69 e gozou na minha boca. Me senti realizada. Na banheira, como um peão, cavalgou em minha bunda, gozei como uma cadela. Me bateu e me xingava. Me senti como uma mundana. Mas, na cama me vinguei; pois, lá suas forças eu exauri e a última gota lhe tirei. Nele cavalguei também, como uma amazona, um trote lento com o corpo flutuando e a cintura a balançar. Sua masculinidade eu maculei, quando o dedo em seu ânus enfiei; pois, o gozo não conseguiu conter. Também gozou sozinho. Seu corpo também lambuzei com meu líquido, quando nele a boceta esfreguei. Também bati... Também xinguei... Nus acordamos. Ele sorridente e eu apaixonada. Talvez tenha sido a primeira vez que ele chegou tarde na loja, porque não o deixei sair. Queria mais. Sua maior preocupação eram as marcas que deixei em seu corpo. Roxas pelas chupadas em busca de seu sangue e prazer. Profundas em suas costas pelas unhadas para prendê-lo dentro de mim. Mordidas em seu ombro pela a ânsia de meu gozo. A minha preocupação era se haveria uma próxima oportunidade, se gozaria com tanta intensidade de novo. Em todos os encontros da família, sempre ele menciona que o jantar mais gostoso que comeu foi em minha casa. “Gosto de comida apimentada”, justifica. Penso comigo, foi neste jantar que tive o melhor homem de minha vida. Esperançosa sempre respondo: “O restaurante continua atendendo a clientes especiais”. Minha irmã? Aprendi a respeitá-la e entendo, agora, porque se sujeita às peripécias e loucuras do marido. Também ela deve estar apaixonada!

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

AMEI ESSE GAROTO


Todos nos devemos fazer loucuras... Eu fiz a minha e não me arrependo disso. O pior seria ter vontade de fazer e nunca ter a coragem. Trair na cabeça é pior que trair no corpo. Pelo menos penso assim.


Conheci um garoto no bate papo... No começo eram só babaquices, mas depois de um tempo eu estava completamente apaixonada por ele...Olhem eu tenho 27 anos e me considero uma mulher madura e bem resolvida, e ele tem 18! Juntou-se o meu desejo de possuir um anjo com o desejo dele de conhecer uma mulher de verdade. E fui em frente...
Sou bem casada, meu marido me ama; ele é lindo, charmoso e bem mais velho que eu. Eu não tenho orgasmos com ele e não entendia direito o porquê. Por isso gostamos de fazer sexo a três, e nossa parceira habitual é a minha prima que me leva a loucura... as vezes também dou umas escapadinhas e já transei com o meu vizinho e a namorada dele, deliciosos...
Bem!!! Um dia tomei coragem. Peguei meu carro e fui até a casa do garoto... Nunca tínhamos nos visto, me senti uma garotinha tendo uma aventura doida! Ele surgiu na janela. Desceu e me chamou. Eu entrei em sua casa. Super envergonhada e com raiva por estar envergonhada. Esse meu garoto não era nenhum tipo de beleza, mas eu o queria muito visto que quando se conhece a mente de uma pessoa antes de se conhecer a pessoa a beleza não importa... Bem ele me mostrou seu computador... etc, etc. Eu sentadinha bem quietinha quando de repente ele me agarrou feito um animal no cio e me beijou deliciosamente com aquela boca onde os primeiros pêlos de barba começavam a surgir... Eu delirei!!! E ele nervosamente me tirou a roupa me deixando nuazinha em pelo... Eu quase desmaiei de paixão, tesão, amor, tudo misturado em minha cabeça, e apenas abaixando suas calças de agasalho ele me penetrou com força... me machucando, me rasgando. Seu membro não era grande mas eu delirava!!! E me entreguei com muito prazer àquele garoto... Ele fez de tudo em mim como se quisesse experimentar uma verdadeira mulher. E eu deixei... Deixei ele brincar comigo.. Eu era como uma boneca em seus braços. Ele me penetrou na vagina em meu cuzinho na minha boca... e eu adorei! Nunca havia sentido tanto vigor num homem. Sim, pois pra mim ele não era um garoto, mas sim um homem, pleno em seu vigor de macho. Enfim nessa vida tudo acaba e depois de 4 horas de profunda paixão eu precisei ir embora pegar umas encomendas no shopping. Chorando pedi que parasse e depois de muitos pedidos de perdão ele me deixou ir. Pra mim isso me marcou profundamente. Hoje encaro minha vidinha insossa de outra maneira. Sabem porque? Porque um dia em minha vida eu fui realmente possuída como qualquer mulher gostaria de ser... Nunca mais o vi, e sofro por isso. Temos medo de ficarmos muito ligados e eu ter que abandonar tudo para ficar com ele e infelizmente isso é apenas um sonho. Mas com certeza o mais apaixonante sonho de minha vida! Eu amei esse garoto/homem/anjo!

VOYER




Calcinhas? Jamais. E adoro andar de saia. Quando uma perna se esfrega na outra, sinto-me sexy. Ao andar, as coxas me acariciam. Excitam-me. Olho para todos os homens. Consinto que me desejem, e que a fantasia aflore neles... Imagino um deitar-me no capô de um carro, suspender minha saia, e currar-me com pressa... Blusa? Nunca com decote, mas a fazenda tem de ser fina e firme como seda. Meus seios, médios, em nada caídos, meus mamilos, róseos. Permito que me olhem - beleza deve ser cobiçada. Mas, vamos ao que interessa, e nada de roupa! Você logo saberá o rosto que tenho; a combinação que uso, e tocará a fenda da intimidade. Já ouviu falar em mulher que não gosta de penetração? Então, tenho um vício. No fim, você vai querer estar em minhas fantasias! Aqui é a minha casa. Apartamento... Estive fora e só hoje retornei... Atravessemos a sala. Cuidado com os pincéis e as tintas no chão! Vamos para o quarto. É aonde vou todas as noites, quando não estou no computador. Entro e abro a janela, que é uma grande sacada. O que você vê ao redor? Prédios. De frente para a janela, tiro a roupa, peça por peça. Nua, cubro meu corpo de carícias, olhando-me no espelho, imaginando que alguém se deliciará vendo a minha imagem masturbando-se na minha semelhança. Molho o dedo na saliva e giro-o, lentamente, em torno dos mamilos. Eles estão bem duros... Minha boceta pulsa. Estou molhada. Uma linha leitosa alinhava as pernas. Venero a solidão, e não me preocupo de excitar-me comigo mesma. Sempre o faço. O desejo está me embebedando, meu corpo está arrepiado, já me sinto possuída. Olho - olhe! - para todas as janelas, quero que todos os homens, casados ou não, mulheres, adolescentes, estejam me observando, sentindo o meu cheiro. Enfio dois, três dedos em mim, e os lambo, faço novamente, e passo na flor dos seios. Quanto mais tesão eu tenho, mais ela desabrocha. Deito-me na cama. Abro as pernas... Gosta assim? Brinco com meu clitóris, meu ânus... Ah! Adoro passar os dedos ao redor do ânus... Deixa-me bem louca... No tapete, as centenas de almofadas de linho puro, revestidas com penas de gansos, são suavemente agressivas e tentadoras. Pego uma… Assim, cada vez, imagino uma pessoa diferente olhando-me do prédio vizinho. Uma noite, fantasiei com um adolescente. Ele batia punheta vendo revistas masculinas. Mas quando me viu, jogou a revista longe. Desejando-me, tocou seu pênis com avidez e sussurrou: "Oh, desejo, vou gozar, é pra você essa punheta!". Gozei quando a porra escorria nas mãos dele. Voltei a mim, com a respiração ofegante, e lá estavam as janelas, e eu desmanchada no chão. A imagem do adolescente diluiu-se com as luzes. Confesso que senti, na inveja, um certo tesão...Em seguida, tive a impressão de que uma lanterna apontava em direção a meu quarto, num apartamento com a luz apagada. Estranhei; isso já tinha ocorrido outras vezes, mas agora estava mais nítida... Porém, logo dormi, com tudo aberto, e só acordei no dia seguinte, um pouco resfriada. Mulheres dizem que apesar de vender uma imagem fogosa, no fundo, eu sou solitária e frígida. Bobagem! Elas não sabem de nada. Eu sei como minha libido se manifesta. Meu estímulo para o gozo pode parecer bizarro, mas é o suficiente para que eu o divida com alguém. Relembro uma tarde em que uma garota foi levar-me rendas. Já a conhecia por telefone, encomendava tecidos em sua loja. Era tarde e a lua cheia estava entre as nuvens… Nua, enlouquecida de tesão; libertei o vento para que me acariciasse. Janelas e sacadas, escancaradas. Ouvi o interfone tocar. Esquecera-me que esperava alguém. Coloquei um roupão, passei água gelada no pulso e no rosto para alcançar lucidez. Abri a porta. Surgiu Gabriela. Uma menina charmosa, apesar de pequena, seu corpo era bem proporcionado, cintura fina, coxas duras... Peguei o pacote e agradeci. Perguntou se podia entrar. Eu estava atordoada, a volúpia me queimava por dentro, não conseguia nem disfarçar. Não era um bom momento. Gabriela já estava na sala. Perguntei, então, se queria beber algo. Ela quis uísque. Três pedras de gelo, e copo longo. Usava um vestido decotado. Não pude deixar de notar, seus seios eram mais bonitos que os meus. Devo confessar que senti, na inveja, um certo tesão... Gabriela sentara-se de pernas entreabertas. Misturando o gelo com os dedos, disse-me olhando o traseiro:-Você é muito bonita!Fiquei envaidecida, mas não era dia nem hora para receber elogios. Queria me masturbar, só isso. Já tinha transado com mulher, numa pequena orgia, mas ela parecia querer seduzir-me, aquela pequena garota me queria. Pedi licença, fui até o quarto. Deixei o roupão exibir meu umbigo, toquei meu sexo, e me virei para a janela. Andei de um lado para o outro, não sabia se me masturbaria e voltaria para a sala, ou se... Quando me assustei, o telefone tocou! Uma voz masculina, rouca e sensual, disse ao telefone:- Transe com ela! Eu quero ver. Ver se você é capaz.Antes de falar qualquer coisa, a ligação caiu. Olhei pela janela. Procurei um vulto nos apartamentos. Apesar de fantasiar, todas as noites; que alguém me observava, nunca acreditei que pudesse acontecer de verdade. E há tempos já devia me observar, pois me conhecia bem, percebeu que estava nervosa com a presença de Gabriela. E me desafiou. O ardor da volúpia voltara queimando como ácido. Voltei à sala.Gabriela já tinha bebido seu uísque, e se levantava para ir embora. Disse:- Bom, já vou. Não quero te atrapalhar ..."...Seduza, leve-a para a sala. Estou a postos".- Não, fique mais um pouco. Quer mais um uísque?Não foi difícil convencê-la. Aceitou, sem piscar os olhos. Curiosa, olhei para os prédios ao redor, e não vi ninguém suspeito. Fosse quem fosse; não se deixaria ser visto. Peguei outro copo longo, enchi de gelo e uísque. Chamei a jovem para a sacada. Antes que falasse algo, coloquei o dedo em seus lábios, selando-os. Gabriela aproximou-se, puxou meus cabelos e beijou-me a boca. Desamarrei o roupão, e deixei-o deslizar pelo corpo. As várias janelas dos prédios tornaram-se olhos curiosos. Perguntei se gostava dos meus seios. Não respondeu, mas, pelo olhar, soube que ela os queria mais do que qualquer coisa. Pedi para tirar a roupa. Dançando, requebrando o corpo, sacou o vestido. Não usava calcinha. Gabriela estava nua. Seus seios eram maravilhosos, o mamilo delicado, arrebitado e rosa. Aproximei-me e esfreguei meu púbis no sexo dela, quase sem pêlos. Ela jogou-me uísque nos seios e os lambeu. Perguntei:- Você gosta deles? - Sim. - Morda-os, e se masturbe para mim!Mordeu-me com suavidade. Conduzi as mãos dela até o ventre. Gabriela pareceu-me um pouco tímida, mas o fez. Seu prazer aumentava, à medida que os dedos escorregavam na vagina. Tive a impressão de ter visto luzes de lanternas, vindas de fora, em nossa direção. Encostou-me na grade da sacada. Fiquei de frente para o voyeur, em algum lugar, e o procurava... Acho que gostaria daquela posição. Gabriela roçou seu sexo na minha bunda, subindo e descendo e para os lados. Acariciou meu pubis, agarrou a nuca, sussurrou em meu ouvido e gozou. Senti o ânus encharcado do leite dela. Deitei-me no chão, abri as pernas e disse:- Agora me chupa, quero gozar na sua boca! Gabriela, de quatro, mostrou seu lindo traseiro para as janelas indiscretas, com a cabeça enfiada na minha vagina. Chupava e mordia. Pedi mais suavidade. Ela passou a ponta da língua de cima para baixo, várias vezes; tentou enfiar-me os dedos, não deixei, puxei com força seu cabelo e afoguei-a em mim. Estremeci e, gozando, gritei bem alto. Retorcendo os pés, deixei meu corpo esparramar-se no chão, vendo a lua engordar. Gabriela foi embora. Não me importei. Ela não me interessava. Quando me chupou, gozei ouvindo a voz sensual de um homem. Calada, com as pernas flexionadas e abertas para toda a população de um condomínio, observava as luzes se acenderem nos quadrados de vidro. Tentei encontrar um brilho discreto, ou algo que o valha, e nada. Adormeci aos cuidados da brisa. No dia seguinte, intrigada e muito excitada com o misterioso voyeur, queria saber mais sobre ele, queria que me ligasse. O telefone tocou. -As duas estavam lindas! Eu e Gabriela! Gozei, e abri um champanhe por nós!Reconheci a voz, era o adorável intruso. Disse:- Espera, não desliga!A linha caiu, ou ele desligou. Estava mais dentro da minha casa do que eu imaginava. Como sabia o nome da garota que estivera em casa, se eu mal a conhecia? Teria interceptado meu telefone? Concluí que, talvez, usasse um telescópio profissional. Tive que viajar por três dias para o Nordeste do país. Inquieta, nenhuma paisagem chamava a minha atenção. Tentava desvendar o corpo do homem que fazia de mim seu objeto do desejo. De volta para casa, transtorno. A cozinha estava alagada. Um vazamento ocorreu, enquanto estava fora. Chamei um encanador. Não demorou, a campainha tocou. Antes de entrar, me entregou um envelope. Preocupada em resolver logo aquela situação, nem dei atenção ao papel na minha mão. O encanador surpreendeu-se porque eu estava somente de sutiã e calça jeans. Não me importei, assim ele faria melhor o trabalho. Fui com ele até a cozinha. Abriu o armário, enfiou a cabeça debaixo da pia, enquanto eu abria o envelope e... Surpresa! Com letras datilografadas de uma antiga Olivetti, no bilhete a seguinte mensagem: "Senti saudades... E você, está pronta?" O encanador perguntou-me algo, absorta no que lia, não respondi. Era o voyeur, meu expectador!! Voltei a ler: "... Seduza o encanador, leve-o para a sala. Já estou a postos". Trêmula, deixei o papel no chão. Como, de que maneira, o voyeur sabia de todos meus passos, tão detalhadamente? A garganta secou. Bebi um copo de água, e só de pensar que um homem, que eu não conhecia, estava lá fora, vendo-me através de uma lente, subiu-me um frio à barriga. Deixei as indagações de lado. Puxei o braço do encanador e disse:- Preciso que você me ajude. Vem comigo.Já na sala, ordenei:- Abra as cortinas e a sacada.No mesmo momento, fez o que eu pedi. Quando se virou para mim, eu desabotoava o sutiã. Com dificuldade em tirá-lo, pedi ajuda. Não se intimidou, percebeu a maçã e a serpente em meus olhos, e as abocanhou. Agachei-me e abri o zíper dele. Ansioso, o encanador apertou meus seios. Seu pau estava duro. Molhei-o com a minha saliva. Roçando a língua, conduzi a pica arqueada ao alvo. Meus seios a masturbaram, auxiliados pelas mãos dele. Os mamilos envolviam a glande. Vendo estrelas, meu corpo inteiro vibrou e ouvi um grito. Entre os seios, um rio de esperma. Deslizando a vagina no joelho, gozei. Levantei-me, as pernas ainda estavam bambas, subi o zíper da calça do rapaz, e o mandei de volta para a cozinha. Na sacada da sala, tirei o resto da minha roupa. De olhos fechados, pensava em bocas, olhos, narizes, sobrancelhas, construindo o rosto da cobiça. Masturbei-me e gozei de novo. Nem vi o encanador ir embora.Passei meses submissa às vontades do meu observador, sem saber quem ele era. Minha solidão, invadida. Pela primeira vez, tive prazer com isso. Nunca sabia qual seria a próxima surpresa. A última foi há seis meses, quando um courier entregou-me um convite para um concerto de um trio de cordas. Nem perguntei quem mandara, já sabia. Numa sala intimista, deu-se uma estupenda apresentação. Quando terminou, fui conhecer os músicos. Pelo visto, eles já me esperavam. Convidaram-me para um drinque. Viciada pelo meu amante; fomos para minha casa. Abri as janelas. Abri um vinho. Sentei-me no sofá, em frente à janela, no meio de três homens. Com as taças na mão, brindamos. Aos poucos, foram tirando a roupa do meu corpo. Deitei-me nua, no chão, entre eles. Um beijava-me os seios, outro me chupava a boceta. O terceiro tentou me penetrar, mas só permiti sexo anal. Profanações tomavam conta da minha imaginação. Sentia-me a mesa da Santa Ceia, com três discípulos, famintos e talentosos, saciando a gula em mim. E Deus vendo tudo por uma luneta. Extasiados e satisfeitos, esperávamos a digestão do prazer ceder à preguiça, quando o telefone tocou. Era o meu amante voyeur. Com voz aveludada, disse:- Você estava... Estava magnífica!... Mas eu quero ver penetração vaginal!- Você sabe que eu não faço isso - respondi.Ele insistiu. Tentei persuadi-lo. Disse que se fosse até a minha casa, faria o que me pedia, mas com ele! Ficou mudo. Ameacei:- Se não vier agora, as cortinas e as janelas se fecharão.Não houve pausa, ele respondeu de imediato.- A decisão é sua - disse-me, e desligou o telefone.O silêncio e a ausência de vento ficaram em minha casa. As cortinas, fechadas. Nunca soube quem era ele. Porém, existe um detalhe curioso. Antes de viajar, coincidência ou não, à porta da minha casa, enquanto aguardava o táxi, um homem saiu de um prédio, quando o carro surgiu. Ele se aproximou, abriu a porta para que eu entrasse e colocou minhas malas no bagageiro. Aceitei sua gentileza. Olhou-me fundo nos olhos, fechou a porta, sem bater, e disse, quando o carro já estava em movimento :- ...Adeus, Valeriée!Não sei se imaginação ou não, mas poderia jurar que a voz daquele homem era idêntica à do meu amante voyeur! Passarei o resto da vida sem saber quem me analisava através do microscópio do desejo. E fazia de mim sua cobaia. Hoje, tampouco me importa. Fechou-se um ciclo em minha vida. O importante é que estou de volta ao meu lar, com uma aconchegante almofada entre as pernas. De volta a mim e a minha solidão, entre meus tecidos, sentindo-me muito sexy. Toco meus lábios vaginais, arranho o lençol com meus seios, e imagino um rosto... Pode ser com você que eu fantasie, onde quer que esteja!